{"id":8,"date":"2012-01-04T21:53:56","date_gmt":"2012-01-05T00:53:56","guid":{"rendered":"http:\/\/belomonte.noblogs.org\/?p=8"},"modified":"2012-01-17T03:53:39","modified_gmt":"2012-01-17T06:53:39","slug":"juruti","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/belomonte.noblogs.org\/?p=8","title":{"rendered":"Em Juruti"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><strong>Juruti, 4 de janeiro de 2012<\/strong><em><br \/>\nAlojamento paroquial da Igreja de N.S. da Sa\u00fade, cujo sino toca agora as badaladas da meia-noite.\u00a0<\/em><em>Ao som de grilos, sapos e Ra\u00edzes Caboclas \u2014 o mais famoso grupo de M\u00fasica Popular Amaz\u00f4nica (<a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=lRanVBbre3c\" target=\"_blank\">http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=lRanVBbre3c<\/a>)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Pela manh\u00e3 de ontem, nas \u00faltimas horas da viagem de barco, um senhor de Parintins nos perguntou \u201cMas o que voc\u00eas v\u00e3o fazer em Juruti? N\u00e3o tem nada l\u00e1!\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">De todas as cidades desta linha fluvial (Manaus e Parintins ficam antes, e depois est\u00e3o \u00d3bidos, Oriximin\u00e1 e Santar\u00e9m), Juruti era at\u00e9 agora a menos importante e com menos atrativos tur\u00edsticos. Mas em 2006 a multinacional Alcoa, gigante da produ\u00e7\u00e3o de alum\u00ednio, come\u00e7ou a instalar aqui o que hoje todos chamam de \u201co Projeto de Minera\u00e7\u00e3o\u201d. Ap\u00f3s fazer, desde o in\u00edcio da d\u00e9cada, os estudos de prospec\u00e7\u00e3o que revelariam uma das jazidas de bauxita mais ricas do mundo (a explora\u00e7\u00e3o deve durar 70 anos e cada quatro toneladas do min\u00e9rio rendem uma tonelada de alum\u00ednio, o que \u00e9 uma propor\u00e7\u00e3o inusualmente alta), a corpora\u00e7\u00e3o passou dois anos instalando estruturas e iniciando os di\u00e1logos com a popula\u00e7\u00e3o, para apenas em 2009 iniciar as opera\u00e7\u00f5es de extra\u00e7\u00e3o, beneficiamento e venda de bauxita na Mina de Juruti.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Descemos \u00e0s 13h no pequeno porto da cidade. Aqui nasceu o pai do Jo\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nossa primeira inquieta\u00e7\u00e3o ao andarmos pelas ruas de Juruti era o fato de haver como que um v\u00e9u de novidade sobre ela. Os com\u00e9rcios s\u00e3o impec\u00e1veis, assim como as pessoas dentro deles, comprando ou vendendo, exceto por alguns velhinhos. H\u00e1 uma quantidade grande de drogarias, casas de constru\u00e7\u00e3o, lan houses e lojas de celulares, sobretudo estas. Muitos jovens andavam pela rua, conversavam na pra\u00e7a, ensaiavam num galp\u00e3o para integrar com perfei\u00e7\u00e3o a apresenta\u00e7\u00e3o do Garantido no festival do Boi de Parintins em junho. Alguns no estilo do skate, alguns com jeito de emo, nenhum com as nossas roupas de bicho grilo e rostos vermelhos sofrendo o esquecimento do protetor solar. Duas crian\u00e7as de bicicleta perguntaram ao Jo\u00e3o \u201cVoc\u00ea \u00e9 hippie, n\u00e9?\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Essa primeira tarde foi ocupada com a busca de lugar para dormirmos (foi o Francinei, funcion\u00e1rio da sacristia, quem conversou com o padre auxiliar da par\u00f3quia e nos colocou neste alojamento, depois de batermos \u00e0 porta de outra das muitas igrejas evang\u00e9licas da cidade), e com duas horas de lan house para pesquisarmos alguns dados, enviarmos nosso primeiro relato e recebermos not\u00edcias da Ocupa, da viagem de Duda e Carol a Porto Alegre, das fam\u00edlias, das pessoas queridas e tudo o mais. Eram j\u00e1 18h quando armamos nossas redes e tomamos, aliviados, o segundo banho do dia. No Par\u00e1 \u00e9 assim: menos de tr\u00eas duchas di\u00e1rias \u00e9 para os fortes (<a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/noamazonas\">http:\/\/www.facebook.com\/noamazonas<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Uma volta pela cidade \u00e0 noite, janta caseira \u00e0 base de carne-de-sol (que segundo a Ju n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa que carne-seca, li\u00e7\u00e3o aprendida), cervejinha no Bar do Chin\u00eas, conversinha del\u00edcia na varanda do alojamento at\u00e9 altas horas e depois noite de sono embalado na rede com chuva o tempo todo at\u00e9 de manh\u00e3. Para hoje t\u00ednhamos conseguido marcar uma conversa (no balc\u00e3o da farm\u00e1cia \u2014 \u201cOi, eu queria falar com algu\u00e9m da Alcoa, como eu fa\u00e7o?\u201d \u2014 \u201cHm, eu tenho um amigo que conhece uma funcion\u00e1ria da Alcoa, pera\u00ed\u201d \u2014 telefonema \u2014 outro telefonema \u2014 encontro marcado, no Par\u00e1 \u00e9 assim&#8230;) com Anne Alamar Dias, analista de rela\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias da Alcoa, explicando que somos estudantes, estamos em viagem de f\u00e9rias e gostar\u00edamos de conhecer o projeto de minera\u00e7\u00e3o. \u00c0s 14h sa\u00edmos do alojamento em dire\u00e7\u00e3o ao km 2 da rodovia estadual PA-257, onde fica a sede da Mina de Juruti.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas o caminho foi longo e s\u00f3 encontrar\u00edamos de fato a sol\u00edcita Anne por volta das 18h. As horas passaram numa longa espera em outra portaria da Alcoa, talvez por um desencontro entre as nossas informa\u00e7\u00f5es e as dela, mas foram tamb\u00e9m cheias de encontros interessantes. O primeiro deles aconteceu ainda dentro da cidade, quando passamos em frente a um p\u00e1tio de propriedade da Secretaria de Meio Ambiente onde um caminh\u00e3o carregava na carroceria dois imensos segmentos de tronco bruto de pau-d&#8217;arco, ao lado de outro ve\u00edculo com a carroceria cheia de toras j\u00e1 beneficiadas de cedro. Os dois lotes de madeira nobre, extra\u00edda ilegalmente, haviam sido apreendidos pelo Ibama e aguardavam destina\u00e7\u00e3o por ali. O caminh\u00e3o com cedro trazia, no para-brisa, um adesivo que dizia \u201cMovido a Biodiesel: ajudando a construir um mundo sustent\u00e1vel\u201d, seguido do s\u00edmbolo da Volkswagen; pe\u00e7a de humor, definitivamente. Quem nos deu as explica\u00e7\u00f5es foi um gari que aguardava por ali a chegada de um colega.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Logo no in\u00edcio da rodovia uma constru\u00e7\u00e3o grande e muito moderna atraiu a nossa aten\u00e7\u00e3o. Tinha uma placa na frente, ainda vazia de letreiro. Tudo indicava que aguardava ser inaugurada. Fomos perguntar o que era ao vigia que ocupava uma grande guarita na sua entrada. \u00c9 um hospital, j\u00e1 totalmente equipado (conforme nos explicaram primeiro o mo\u00e7o, e depois com mais detalhes a pr\u00f3pria Anne), que deve entrar em funcionamento dentro de poucos meses. Ser\u00e1 administrado por uma funda\u00e7\u00e3o contratada pela Alcoa, e atender\u00e1 os funcion\u00e1rios da minera\u00e7\u00e3o \u2014 mas tamb\u00e9m firmou conv\u00eanio com o SUS para realizar o atendimento dos habitantes de Juruti.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O mo\u00e7o, cujo nome agora esquecemos, veio de Santar\u00e9m com o irm\u00e3o para ocuparem dois dos milhares de postos de trabalho abertos com a vinda da Alcoa para c\u00e1. \u00c9 vigilante na Atl\u00e2ntica, empresa terceirizada que realiza a seguran\u00e7a das instala\u00e7\u00f5es da multinacional. O irm\u00e3o conseguiu o posto de inspetor. Eles trabalham durante quinze dias e depois t\u00eam mais quinze de folga. O vigia pensa em casar com a mo\u00e7a que hoje namora e mudar-se de vez para Juruti, em vez de passar, como faz hoje, os quinze dias livres em Santar\u00e9m \u201cgastando tudo o que eu ganhei nos outros quinze dias\u201d. Especula que em S\u00e3o Paulo deve fazer frio, e tem um primo que deixou a metr\u00f3pole paulista para viver em Santar\u00e9m \u2014 uma cidade mais tranquila mas que tem tudo, \u201ca capital do nosso estado do Tapaj\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Da altura do hospital at\u00e9 a portaria da Alcoa no km 2, onde ach\u00e1vamos que dever\u00edamos encontrar a Anne, pedimos carona na estrada para fugir do sol forte. Quem nos transportou foi um rapaz que viajava num carro de passeio branco. A Ju lhe perguntou, no chute: \u201cVoc\u00ea trabalha para a Alcoa?\u201d. Ele respondeu que n\u00e3o: que tinha uma locadora de carros. \u201cQue presta servi\u00e7o para a Alcoa?\u201d, chutamos de novo. Desta vez acertamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na portaria 2 funcionam, segundo o que conseguimos ver, quatro equipamentos da multinacional: uma Esta\u00e7\u00e3o de Tratamentos de Efluentes que lida com todo o res\u00edduo dos banheiros qu\u00edmicos utilizados nas instala\u00e7\u00f5es, uma Mini-Empresa que realiza qualifica\u00e7\u00e3o profissional inicial para os filhos dos funcion\u00e1rios alcoanos, uma unidade do Senai onde acontecem os cursos t\u00e9cnicos destinados aos habitantes de Juruti para ocuparem postos na minera\u00e7\u00e3o, e um centro de treinamento em temas de SSMA (Sa\u00fade, Seguran\u00e7a e Meio Ambiente) voltado aos empregados diretos e terceirizados da mina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quando j\u00e1 hav\u00edamos visto e fotografado todos os detalhes poss\u00edveis dessas instala\u00e7\u00f5es e come\u00e7\u00e1vamos a ficar entediados com as m\u00fasicas de tecnobrega tocadas no celular de uma alegre funcion\u00e1ria de limpeza do centro de treinamento, desistimos da instru\u00e7\u00e3o de aguardar a Anne e fomos atr\u00e1s dela em seu escrit\u00f3rio. Conseguimos carona com um dos funcion\u00e1rios da empresa terceirizada de seguran\u00e7a. No trajeto, passamos ao lado de uma comunidade formada por casas muito simples, algumas prec\u00e1rias. Perguntamos se aquele bairro existia h\u00e1 muito tempo. \u201cN\u00e3o, \u00e9 uma invas\u00e3o, deve ter uns quatro anos s\u00f3, s\u00e3o as pessoas que vieram pra c\u00e1 por causa da mineradora.\u201d \u201c\u2014 S\u00e3o funcion\u00e1rios da Alcoa?\u201d. Ele responde: \u201cN\u00e3o, ningu\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Anne se encontrava em sua sala, ao lado da portaria 1, espa\u00e7o apertado em que se responsabiliza por todas as frentes de articula\u00e7\u00e3o entre a multinacional e a comunidade, al\u00e9m de atender pessoalmente aos \u201ccomunit\u00e1rios\u201d que procuram algum esclarecimento ou apresentam alguma demanda \u00e0 empresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Anne \u00e9 de Bel\u00e9m e est\u00e1 em Juruti h\u00e1 4 anos, desde o princ\u00edpio da implanta\u00e7\u00e3o da mina (depois vir\u00edamos a saber que sua hist\u00f3ria pessoal \u00e9 marcada pela minera\u00e7\u00e3o, pois seus pais j\u00e1 trabalhavam nesse ramo desde sua inf\u00e2ncia, passando por importantes jazidas, como a de Caraj\u00e1s). Segundo ela, a mina de Juruti \u00e9 um empreendimento muito diferente dos demais: \u201cTrata-se de um modelo de minera\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel, \u00fanico no mundo atualmente\u201d, por conta da \u201caproxima\u00e7\u00e3o com a comunidade\u201d. A Alcoa construiu, al\u00e9m do hospital que visitamos, mais um, para baixas complexidades e que j\u00e1 foi doado \u00e0 Prefeitura, A mineradora mant\u00e9m tamb\u00e9m uma esp\u00e9cie de Conselho Municipal de Sustentabilidade, integrado pelo poder p\u00fablico local, sindicatos e associa\u00e7\u00f5es locais, c\u00e2mara de com\u00e9rcio, entre outros. Pelo que consta, \u00e9 responsabilidade desse conselho avaliar as pr\u00e1ticas de sustentabilidade ambiental e social em pr\u00e1tica na cidade. Ele se re\u00fane quinzenalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Um dos principais focos da \u201ca\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria\u201d da multinacional s\u00e3o atividades de voluntariado promovidas por seus funcion\u00e1rios junto aos \u201ccomunit\u00e1rios\u201d (popula\u00e7\u00e3o da cidade, principalmente das vilas e localidades mais pr\u00f3ximas \u00e0 minera\u00e7\u00e3o, que formam Juruti Velho). \u00c9 comum a empresa ser confundida com o poder local ou estadual e ser cobrada por servi\u00e7os p\u00fablicos n\u00e3o prestados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O suprimento de energia para os processos de extra\u00e7\u00e3o e beneficiamento da bauxita \u00e9 garantido por minitermoel\u00e9tricas instaladas na \u00e1rea da pr\u00f3pria mineradora, que funcionam \u00e0 base de \u00f3leo diesel fornecido pela Petrobr\u00e1s. Por conta dessa limita\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel tamb\u00e9m fazer em Juruti o processo de transforma\u00e7\u00e3o da bauxita em lingotes de alum\u00ednio. O material beneficiado (bauxita em estado bruto, triturada em pequenas rochas do tamanho de um punho fechado) \u00e9 carregado de navio at\u00e9 S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o, onde o processo de transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 feito pela Alumar (empresa formada pela pr\u00f3pria Alcoa, Camargo Corr\u00eaa e outras companhias). Caso houvesse suprimento garantido de energia a custos baixos, a Alcoa certamente faria todo o processo em Juruti, sem precisar repassar o material ainda em estado bruto a outra empresa. Belo Monte parece encaixar como uma luva nesse panorama.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A conversa foi longa e salpicada por muitos dados e informa\u00e7\u00f5es, algumas delas relevantes, como a de que o Presidente da Alcoa para a Am\u00e9rica Latina e Caribe \u00e9 um homem \u201cmuito educado e charmoso\u201d. Ao final, levamos pra casa belos exemplares de bauxita em cubos de resina transparente, com o s\u00edmbolo da mineradora em uma das faces e o nome da Mina de Juruti em outra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Sa\u00edmos de l\u00e1 felizes pelo encontro ter acontecido e um pouco at\u00f4nitos. Toda essa l\u00f3gica de \u201cdesenvolvimento\u201d do pa\u00eds e da Amaz\u00f4nia \u00e9 muito grande, tudo est\u00e1 embricado, se relaciona entre si, atende a anseios de m\u00faltiplos lados, e quando uma mineradora resolve por em pr\u00e1tica o que de mais \u201cradical\u201d se viu at\u00e9 o momento em a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e assist\u00eancia social no local de uma de suas jazidas, as coisas parecem ficar ainda mais complicadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Amanh\u00e3 ser\u00e1 um dia importante, o \u00faltimo na cidade, e ainda temos muitas conversas para ter e igarap\u00e9s para nadar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Juruti, 4 de janeiro de 2012 Alojamento paroquial da Igreja de N.S. da Sa\u00fade, cujo sino toca agora as badaladas da meia-noite.\u00a0Ao som de grilos, sapos e Ra\u00edzes Caboclas \u2014 o mais famoso grupo de M\u00fasica Popular Amaz\u00f4nica (http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=lRanVBbre3c) Pela manh\u00e3 de ontem, nas \u00faltimas horas da viagem de barco, um senhor de Parintins nos &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/belomonte.noblogs.org\/?p=8\" class=\"more-link\">Continue reading<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Em Juruti&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":4848,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[11,19,15,14,21,18,6,16,13,17,52],"class_list":["post-8","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-relato-de-viagem","tag-alcoa","tag-alumar","tag-aluminio","tag-bauxita","tag-camargo-correa","tag-estado-do-tapajos","tag-juruti","tag-madeira","tag-mina-de-juruti","tag-santarem","tag-ssma"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belomonte.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belomonte.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/belomonte.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belomonte.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4848"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belomonte.noblogs.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/belomonte.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":68,"href":"https:\/\/belomonte.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8\/revisions\/68"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belomonte.noblogs.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belomonte.noblogs.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/belomonte.noblogs.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}